Revelo-te, pois, minha história,
O que comigo, nos dias, se passa:
Meu amor, tão bem, uma graça,
Espanca-me em dor, palmatória.
Amarrado em casa, sou escória,
À coleira posto, e me amordaça,
O carinho dela, paga a desgraça,
Eu corninho, eis, minha glória!
Tu! que não demores no cabaré,
Volta! Ainda hoje aqui te espero,
Te amar, gostoso o amor que é!
Confesso-te meu amor sincero,
Vivo sofrendo a ilusão, mulher!
Remédio és, a cura que espero!
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